terça-feira, janeiro 29, 2008

Pra quem não vai nu ZIRIGUIDUM!!!

Realizado em Curitiba (PR) há nove anos, o festival Psycho Carnival é uma alternativa para o público fã de rock que procura algo diferente durante o Carnaval. Neste ano, a festa ocorre entre os dias 2 e 4 de fevereiro no Jokers Pub. Com nove artistas estrangeiros, incluindo os que se apresentam nos eventos paralelos, esta será a edição mais internacional do festival.
A atração mais aguardada é a banda alemã Mad Sin, clássica do psychobilly, com 20 anos de carreira, cuja apresentação ao vivo é considerada por muitos como o melhor show de psychobilly da atualidade.
Divulgação
Mad Sin, da Alemanha, se apresenta no Psycho Carnival 2008, em Curitiba
Entre os integrantes da formação atual do Mad Sin, está o guitarrista dinamarquês Peter Sandorff (ex-Nekromantix), que também apresentará um show de seu projeto solo - Pete1, com composições próprias, canções country e clássicos de seu antigo grupo. Na festa paralela Exilados, ele também fará um show com sua nova banda Hola Ghost, que toca uma inusitada mistura de surf music, flamenco, psychobilly e punk.
Outro destaque é Chuck Harvey, vocalista da veterana banda britânica Frantic Flintstones, que se apresentou no Brasil em setembro. Desta vez, ele traz a Curitiba seu trabalho solo Chuck and The Crack-Pipes, acompanhado de uma banda com músicos brasileiros --o projeto foi rebatizado para a ocasião como Chuck and The Brazil Crack-Pipes.
Psychobilly
O psychobilly é um estilo musical que surgiu no final dos anos 70 na Inglaterra e Estados Unidos. Em linhas gerais, agrega elementos do punk e do rockabilly e se tornoue um modo de vida, arrebanhando adeptos no mundo inteiro, inclusive no Brasil.
Além da musica, fazem parte da cultura psychobilly as histórias em quadrinhos, o cinema, moda, carros antigos e toda a estética dos anos 50. O gênero vem apresentando um crescimento sem precedentes no país, tendo Curitiba como maior centro desta cultura.
Confira a agenda do festival:
Dia 31 (quinta)
20h - primeira noite do Grito Rock Curitiba no Jokers
Dia 1 (sexta)
20h - segunda noite do Grito Rock Curitiba no Jokers
21h - Festa de Aquecimento no Hangar Bar: Cwbilly's, Crazy Horses (Londrina) e Hillbilly Rawhide.
Dia 2 (sábado)
13h - Almoço de confraternização no Restaurante Ponto Setti
16h - Tarde de Autógrafos (Mad Sin, Chuck Flintstones e Pete 1)
21h - Primeira noite do evento principal do Psycho Carnival 2008, no Jokers. Shows com Old Stuff (RS), Bad Luck Gamblers (SP), Skizoyds (SP), The Howlers (EUA) e Chuck and the Brazil Crack Pipes (UK+BR)
Dia 3 (domingo)
15h - Show aberto ao público, nas Ruínas de São Francisco, com Folk Trio, Number 71 (Itália) e Jam Rockabilly
19h - Workshop com Valle, baixista do Mad Sin
21h - Segunda noite do Psycho Carnival 2008, no Jokers. Show com As Diabatz, Big Nitrons (Santos), Pete 1 (Dinamarca), Voodoo Zombie (Chile) e Ovos Presley
Dia 4 (segunda)
14h - 4ª Copa Psycho de Futebol, realizada na Praça Oswaldo Cruz
16h - Festa dos Exilados, no Hangar Bar. Shows com Hot Rods, Psycho Monsters, Rinha (Piracicaba), Billys Bastardos (Londrina) e Hola Ghost (Dinamarca)
21h - Terceira noite do Psycho Carnival 2008, no Jokers. Show com Pyromaniacs (SP), Voodoo Stompers (SP), Motorama (Argentina) Sick Sick Sinners e Mad Sin (Alemanha)
Dia 5 (terça)
20h - Exibição do documentário "Psycho Attack Brasil" de Darwin Dias no Chinasky Bar
22h - Festa de Encerramento no Kitinete, com O Lendário Chucrobilly Man e Mr. Occio (Itália)
Psycho Carnival 2008
Quando: de 2 a 4 de fevereiro
Onde: Jokers Pub (r. São Francisco, 164, Centro, Curitiba tel. 0/xx/41/3324-2351)
Quanto: de R$ 20 a R$ 70




quarta-feira, janeiro 23, 2008

Que Comece La Fiesta!!!!

Um filme contemporâneo, Inspirado no livro homônimo do jornalista Guilherme Fiúza, Mauro lima flutua sobre o universo underground dos adolescentes de classe media da zona sul do Rio de Janeiro.

Com cenas marcantes e breaks imprevistos, o diretor constrói uma realidade vivida por pessoas que iniciaram o trafico de drogas para a rapaziada dessa classe social.

Seguro, sem levá-los a pisar em território perigoso e, sem ao menos, entrar em contato com armas de fogo, João abastece e reabastece a necessidade de viciados ricos. Faz disso sua profissão, ganha muito dinheiro com isso, mas perde muito mais do que ganhou.
Sem apresentar ganancia pelo poder ou pela propria condição financeira, o personagem se descamba em gastar, usufruir do bom e do melhor com todos aqueles que ficavam ao seu lado - inclusive sua mulher, que abusava de objetos caros e viagens marcantes.

Mas, como o bom autor já dizia, o que vem rápido vai rápido. Não poderia ser diferente com João, que conheceu friamente o submundo carcerário e hospitalar de nosso amado país. Perambulando entre bandidos, playboys e delinquentes, ele sofre com a dependencia......que se torna um passado gradativo.
Hoje, trabalha como produtor musical e compositor.......... abastecia todos nas decadas de 80 e 90. Como relatam inumeras testemunhas.


Acompanhe o BLOG do eu lírico!
No site do filme pode-se encontrar sinopse, making of, trailer e etc...



Aproveitem e vão ao cinema.....





Pois a cultura nesse pais é um pouco cara, já que uma garrafa de pinga é 1,00 e o ingresso para assistir um filme nacional é 15,00. Não é pra muitos.




A.O.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Grande Grande Homem

Muito boa a intenção de publicar a biografia de um dos maiores artistas que nosso pais, mundo, já conheceu. Irreverente, desafiador, sarcástico e clássico, Tim Maia foi escrito de forma simples e sintáctica. Nelson Motta faz uma análise, nada crítica, da vida e obra do mestre.
Começando na Tijuca, contando as malandragens infantis de Tim, passando pela adolescência nos Estados Unidos (uma experiência de grande valor), mostrando o retorno e dedicação do artista quando sua obra, pincelando os primeiros passos da Seroma, viajando na cultura racional, fazendo jus a suas dividas e problemas judiciários e sua morte, gravando um especial para aqueles que sempre acusou de perseguição.
Mais do que relatar, o autor mostra as varias facetas de Tim, descrevendo sobre seus problemas pessoais, sua insistência em fazer aquilo que acredita, seus problemas psicológicos e, claro, a dependência química. Nunca, nenhum artista brasileiro, tinha dado a cara a bater com uma produção independente. Tendo sua propria gravadora, deu próprio selo e sua própria editora, Tim Maia era dono de toda sua arte, diferentemente dos grandes Caetano, Gil, Chico Buarque, Lulu Santos e por ai vai...onde as grandes gravadoras podiam fazer o que quisessem com suas obras.

Tim incorporava seu papel de musico assim como seus papeis de produtor, empresário, divulgador, motorista, amante e corno. Conseguia, ou não, dinamizar sua vida a partir dos acontecimentos presentes, gostava de caçoar, de brincar e de fuder com os outros. Muitas pessoas perderam muito dinheiro com Maia, muitas ganharam.

Apresentando essa reação anárquica no mercado fonográfico brasileiro dos anos 50 aos 90, Tim pode ser considerado o primeiro artista independente do Brasil. Lógico que existiam alguns que praticavam a produção independente na época, mas nunca um que batesse de frente com as grandes Majors.
Recomendado como uma aula, ao se tratar tão claramente de uma história de vida conturbada escondida atrás de uma mascara publicitária de veludo.





Leiam e acessem o SITE, onde há varias musicas (todas citadas no livro) disponíveis para execução.







A.O.







quinta-feira, janeiro 10, 2008

New Editing!!!!


Hoje acordei com ânimo, apesar de ontem e antes de ontem ter passado um pouco mal!!! Acordei com o pé direito e, com muita felicidade, recebi a incumbência de procurar bandas instrumentais. ADOREI. Muito bom começar o ano assim, principalmente trabalhando com aquilo que eu amo fazer!

Para recompensar essa alegria que explode como pus da ferida, posto esse magnifico play destinado a trilha sonora de LOVE, do Cirque du Soleil . Uma edição fenomenal, com trechos de diferentes clássicos sobrepostos uns aos outros, com categoria absurda. Nada melhor que inspirar novos "Beatles Air" em um dia como esse. Entrar sempre em estado de leveza ao escutar as linhas estonteantes de Baixo que Sir. Paul McCartney e a melodia milagrosa do quarteto, logicamente bem direcionado por George Martin!!!

Pois absorvam.


A.O.


sexta-feira, janeiro 04, 2008

1970 Merry Christmas and Happy New Year


Atrasado novamente, mas nunca perdendo o ponto, essa é uma deixa do mestre para as comemorações natalinas e festivas de fim de ano. Se foi impressionante sua atuação solista em woodstock, fazendo sons de bombas entre trechos do hino nacional americano, escutem o "Noite Feliz"(Little Drumer Boy, Auld Lang Sine). Com Buddy Miles na bateria, sincronizando a melodia entre caixa e pratos, e Billy Cox no baixo, segurando com extrema destreza as viagens da Guita do homem. "Three Little Bears" já mostra uma pegada suingada do trio, com riffs seguros de guitarra e uma cozinha impecavel, mostrando o que há de melhor na influência blues. É um exemplo lisérgico de como satirizar um festivo capitalista consumista. Jimi desliza seus dedos de uma forma singular, nos trazendo um sentimento natalino Rock ´n´ Roll insuperável (coerentemente sobrepujado a sua obra). Faço dessas minha palavras atrasadas, mas sempre selecionando aquilo que nos imprime e nos faz refletir o que existe, ou existiu, de melhor.

A.O.


quarta-feira, janeiro 02, 2008

Pianista Willy Sommerfeld morre aos 103 anos


O pianista da era do cinema mudo Willy Sommerfeld morreu aos 103 anos em Berlim no dia 19 de dezembro, anunciou nesta quarta-feira o grupo Amigos da Cinemateca da Alemanha na capital alemã.

Sommerfeld foi testemunha do início do cinema e acompanhou nas salas de cinema as projeções de filmes mudos de estrelas como Greta Garbo, Charlie Chaplin e Emil Jannings.
Apesar de já estar aposentado, Sommerfeld retornou ao trabalho em 1972 e com 100 anos continuava tocando piano diariamente.
O Festival Internacional de Cinema de Berlim o premiou em 2004 com a Câmara de Ouro e em 2006 o governo alemão o condecorou com a Ordem do Mérito por sua longa trajetória na interpretação de música cinematográfica.
Em 2007 estreou o filme sobre a vida do músico, com o título "The Sounds of Silents - Der Stummfilmpianist" e dirigido por Ilona Ziok.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

O QUE PENSA A FILOSOFIA SOBRE A MÚSICA?


Informativo no. 15
A música, segundo historiadores, é tida como a primeira linguagem dos homens primitivos. Esses afirmaram que a exposição do homem ao som de sua própria voz foi o que o ajudou na construção da estruturação dos tons da música.
Na linha do tempo, quando retrocedemos na história das antigas civilizações, começamos a entender a real importância da música no contexto da formação cultural de um povo. Os antigos egípcios a entendiam como energia vibratória universal; para os gregos, era a música das esferas; já para os chineses, a música era como a energia celeste da perfeita harmonia.
Também para os filósofos, a música foi motivo de reflexão:
Pitágoras defendia que toda música podia ser reduzida a números e relações matemáticas e que o universo inteiro e todos os fenômenos nele incutidos também podiam ser explicados nos mesmos termos, nos mesmos números e relações matemáticas encontrados na música. A compreensão pitagórica sobre a música era muito mais que materialista: era aliar o conhecimento acadêmico e a experiência prática da música a um genuíno e sério desenvolvimento espiritual interior.
A partir do século VI. a.C., em Atenas, começaram as realizações dos concursos de música que foram responsáveis por impulsionar o desenvolvimento técnico das artes em geral, como por exemplo, a pedagogia necessária para formação de novos músicos, abrindo espaço para a reflexão da filosofia no campo da teoria musical.
Segundo Sócrates, considerado o maior dos filósofos de todos os tempos, o benefício que a música, assim como todas as artes em geral, poderia trazer ao homem, não se encontrava unicamente no prazer da exaltação dos sentidos ou no prestígio trazido pela vitória em concursos, mas no desejo de se tornar mais sábio e moralmente melhor, através do desenvolvimento das faculdades racionais, próprias do ser humano. A música, assim como a prática filosófica, deveria perseguir objetivos mais nobres como, por exemplo, promover a elevação da alma através do aprimoramento intelectual e espiritual.
A aproximação entre música e filosofia, pretendida por Sócrates, se expressa na relação entre a música e a sua concepção de sabedoria. Naturalmente, não é possível haver música sem um saber das técnicas básicas e necessárias à sua execução, mas a sabedoria que Sócrates reclama à musica, vai além do saber técnico; ela requer, também, a inspiração. Por outro lado, Platão, o mais severo crítico da música naquela época, achava que a sabedoria se opunha a toda e qualquer aptidão natural. Essa concepção, tão defendida por Platão, é criticada por Sócrates, por compreender que poucos poetas compunham suas obras por sabedoria, por dom natural e, em estado de inspiração, assim como os adivinhos e profetas.
Dessa forma, a criação musical, assim como qualquer outro fenômeno, carecia de uma explicação que não se apoiasse, somente, numa forma mítica de pensamento, a qual não explicava o modo pelo qual a música era composta e executada. As explicações eram imputadas, unicamente, ao fato de que os músicos eram inspirados; entretanto, era necessário, também, o reconhecimento de que os artistas deviam seus talentos, também, à compreensão de um código musical comum e ao cumprimento de certas leis determinadas racionalmente.
De qualquer forma, enquanto o sentimento de prazer é desmerecido por Platão em uma prática musical sem fins mais elevados, o filósofo a exaltará, se esta aparecer associada ao âmbito da teoria. Nesse sentido, a música é até mesmo elogiada como disciplina introdutória à reflexão filosófica, à medida que oferece condições para a aplicação do método dialético na transposição do plano sensível para o inteligível. O prazer é, portanto, elogiado por Platão à medida que se transforma no prazer do estudo e do aperfeiçoamento moral.
Corroborando com o pensamento de Sócrates, Aristóteles afirma que as emoções, de toda espécie, são produzidas pela melodia e pelo ritmo, sendo que, através da música, o homem se acostuma a experimentar as emoções certas. Portanto, a música tem o poder de formar seu caráter, e os vários tipos de música o de influenciarem o mesmo, ora operando na direção da melancolia, ora incentivando a renúncia, outra o domínio de si, em seguida, o entusiasmo, e daí por diante.
Sendo assim, tais pensadores, os filósofos, comungavam a idéia de que a intenção que está por trás de cada uma das atividades humanas é o que deveria ser valorizado. Provavelmente, tenha sido essa perspectiva que os conduziu a uma posição crítica com relação ao exagero sobre a busca da perfeição técnica dos músicos. Na realidade, não menosprezavam a técnica, mas desejavam que essa mesma técnica, aliada à inspiração, fosse o ponto de partida para uma reflexão filosófica.

segunda-feira, novembro 26, 2007

SHOWZAÇO!!!!!

Pra quem gosta, tive a imensa satisfação em Participar da Produção de "Mulheres Negras Cantem", um evento promovido pela Afrobás.
Foram Parte desse evento o Trofeu Raça Negra e a Realização de Palestras e eventos temáticos.
No Show, cada uma das cantoras se apresentaram individualmente e, nesse video, mostra a apresentação do BIS, com as 4 cantoras juntas.
Apreciem, Daúde, Luciana Mello, Vanessa Jackson e Lailah Moreno.




Ouvindo nada, pór enquanto.

domingo, novembro 25, 2007

“SE É BOM OU SE É MAU...”

“SE É BOM OU SE É MAU...”

Quando eu contava estórias para a minha filha – ela era bem pequena ainda – tinha uma pergunta que ela sempre me fazia: “Esta estória aconteceu de verdade?” Eu não tinha jeito de responder.
Se fosse o Peter Pan, adulto, tal como aparece Hook – A volta do Capitão Gancho, eu diria logo que era só uma mentirinha sem importância que eu estava inventando para que ela dormisse logo e eu pudesse voltar a me ocupar das coisas importantes do mundo real do dinheiro, da política, do trabalho, das rotinas da casa. Diria a ela que o livro que me importava, aquele que eu realmente lia, livro de cabeceira, era a agenda de capa verde. Nas suas páginas se escrevia a realidade. Mas ela era muito criança - com o tempo cresceria e aprenderia a ler a literatura do real que só pode ser lida nas agendas. Por enquanto, ela podia se entregar as palavras mentirosas das estórias, só para que o sono viesse mais depressa....
Mas eu não era o Peter Pan adulto e o que eu tinha para dizer, pois achava complicado demais para a cabecinha dela. O que eu gostaria de dizer a ela e não disse é que as estórias que eu contava não aconteceram nunca para que acontecessem sempre. A TERRA DO NUNCA é a TERRA DO SEMPRE, que existe eternamente dentro da gente. Já o que aconteceu de fato, documentado, fotografado, comprovado pela ciência e escrito com o nome de História – isso aconteceu do lado de fora da gente e, por isso, não acontece nunca mais. Está morto e enterrado no passado, e não há feitiço que faça ressuscitar. Mas aquilo que não aconteceu nunca, aquilo que só foi sonhado, é aquilo que sempre existiu e que sempre existirá, que nem nasceu e nem morrerá, e a cada vez que se conta acontece de novo....
Se ela me tivesse feito a pergunta de um jeito diferente, se me tivesse perguntado se acreditava na estória, ah!, eu teria respondido fácil: “Mas é claro que acredito!” Pois eu só acredito no que não aconteceu nunca, no que é sonho, pois os sonhos, é disto que somos feitos.
A estória da Branca de neve não aconteceu nunca – mas todos nós somos sempre, uma madrasta que se vê triste diante do espelho e manda a menina, nós também, para ser morta na floresta. A estória de João e Maria não aconteceu nunca, mas em toda a criança existe a fantasia terrível do abandono. A estória de Romeu e Julieta não aconteceu nunca, mas queremos ouvi-la de novo, pois dentro de nós existe o sonho do amor puro, belo e imortal. E é por isso que sou incuravelmente religioso, porque nas estórias da religião, que não aconteceram nunca, os sonhos e pesadelos da alma se acham refletidos. Acredito porque sei que são mentiras. Se fossem verdades, não me interessariam.
As estórias são contadas como espelhos, para que a gente se descubra nelas. Os orientais são os grandes mestres nesta arte, esquecida dos ocidentais porque cresceram, como o Peter Pan do filme Hook, e passaram a acreditar somente naquilo que a agenda conta, sem perceber que, porque ela diz a verdade, mente.
Quero contar para vocês a estória que mais tenho contado – não aconteceu nunca, acontece sempre. Um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para os seus filhos. Todos eles receberam terras férteis e belas, com a exceção do mais novo, para quem sobrou um charco inútil para a agricultura. Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”. No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país, e as terras dos seus irmãos foram devastadas: as fontes secaram, os pastos ficaram esturricados, o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo se transformou num oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo. Seus amigos organizaram uma festa porque coisa tão maravilhosa lhe tinha acontecido. Mas dele só ouviram uma coisa: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá.” No dia seguinte seu cavalo de raça fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá.” Passados dez dias o cavalo voltou trazendo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: “ Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá.” No dia seguinte, o seu filho, sem juízo, montou um cavalo selvagem, O cavalo corcoveou e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar a desgraça. “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”, o pai repetiu. Passados poucos dias vieram os soldados do rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada. Os amigos se alegraram e vieram festejar. O pai viu tudo e só disse uma coisa: “ Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá...”
Assim termina a estória, sem um fim, com reticências.....Ela poderá ser continuada, indefinidamente. E ao contá-la é como se contasse a estória de minha vida. Tanto os meus fracassos quanto as minhas vitórias duraram pouco. Não há nenhuma vitória profissional ou amorosa que garanta que a vida finalmente se arranjou e nenhuma derrota que seja uma condenação final. As vitórias se desfazem como castelos de areia atingidos pelas ondas, e as derrotas se transformam em momentos que prenunciam um começo novo. Enquanto a morte não nos tocar, pois só ela é definitiva, a sabedoria nos diz que vivemos sempre à mercê do imprevisível dos acidentes. “SE É BOM OU SE É MAU, SÓ O FUTURO DIRÁ”

RUBEM ALVES

quarta-feira, novembro 21, 2007

New one

Há tempos nao escrevo neste espaço, que considero anarquico, mas infelizmente nao tive tempo. Varias coisas aconteceram, o Tropa de Elite veio pra balançar, o Brasil joga hoje no Morumbi, não há meio de tirar aquele presidente do senado da cadeira (será que eu tenho que ir lá?), um coitado assalta, briga na rua e o culpado é o motorista do busão. Enfim, situações em que nos botam frente a frente com nossa realidade dicotômica.
Mas hoje, em especial, fiquei feliz por termos mais dois integrantes em nosso espaço e, diga-se de passagem, dois integrantes de peso. Um novo Blog é o http://www.risoesarcasmo.blogspot.com/ , esse de meu querido irmao, javem medico a ser formado pela Universidade de São Paulo, competentissimo e etico naquilo que faz (e no que nao faz tambem), Excepcional escritor e leitor dos mais assiduos (engole livro que nem bala) e que me traz muita felicidade quanto estamos juntos e compartilhamos das mais dificeis tarefas de se lidar com familia.
Outro é o http://www.dedonovespeiro.blogspot.com/ , esse de meu Grande amigo Ricardo Flaitt, nascido de uma possivel parceris Vespeiro - Suvaco, o blog tem a intenção real de Cutucar com vara curta a nossa condição, como cidadao e profissional, naquilo que vivemos e aprendemos. Com o proposito de levar cultura, informação e atenção critica àqueles que aceitam.
Puxa saquice de lado, coloco aqui um video que achei hoje vagando no youtube. Não tem nada de mais não, mas só quem viveu sabe explicar ou dar sentido aos "Olhos nos Olhos"

Sem mais.....

quarta-feira, novembro 07, 2007

JAZZ!!!!!


Deixa subirem os sons agudos,
os sons estrídulos do jazz no ar.
Deixa subirem: são repuxos: caem...
Apenas ficarão os arroios correndo
sem rumor dentro da noite.

E junto a cada arroio,
nos campos ermos,
Um anjo de pedra estará postado.

O Anjo de Pedra que está sempre imóvel
por detrás de todas as coisas-
Em meio aos salões de baile,
entre o fragor das batalhas,
nos comícios das praças públicas-
E em cujo olhos sem pupilas,
brancos e parados,
Nada do mundo se reflete.

Mário Quintana

segunda-feira, outubro 08, 2007

Mustafa Özkent (Orchestra)


De “o elele do ile do LP “Genclik” Mustafa Özkent foi liberado em 1973 sob a etiqueta de Evren Plak, número de série 1003.
Mustafa Özkent começou sua carreira como um músico em 1960 com seus amigos jovens , situada em Ancara. Foi chamado assim, porque nenhum membro era mais velho de 19. Mais tarde sobre, deu forma a sua própria faixa, o “Mustafa Özkent Orkestrasi” . O LP “Elif” parece ser um trabalho de solo de Özkent, porque somente seu nome está na capa.
Özkent era um músico exigente em estúdio, demasiado. Por exemplo participou no album “Alla-Turca da dança de barriga de Özel Türkbas - a maneira Turkish com Özel”. (EL-Ay registros 2982; 1975). É conhecido também como um compositor e um arranjador . Seu LP mais atrasado “Dijital gitar” foi liberado em 2005.” Erkan Akin
“Gençlik o album de Ile Elele” é uma combinação impar de Um-V-Vai, funk, o psychedelica, improvisation sem idéias adiantado demasiado melodicamente estruturadas, baseadas em um estilo inspirado em povos do cruzamento de Anatolian. Muito “ocidental”, e ao mesmo tempo exotico. Um album grande.
Para Poucos mortais!!!!!!!!!!!!!




EXPERIMENTEM!!!

segunda-feira, outubro 01, 2007


Line-up:

Mick Jagger - vocals, harmonica

Keith Richards - lead guitar

Mick Taylor - guitar

Bill Wyman - bass

Charlie Watts - drums


Track list:

1. Brown Sugar 3:50

2. Sway 3:52

3. Wild Horses 5:43

4. Can't You Hear Me Knocking 7:15

5. You Gotta Move 2:33

6. Bitch 3:38

7. I Got the Blues 3:54

8. Sister Morphine 5:34

9. Dead Flowers 4:05

10. Moonlight Mile 5:55


Download [BD] [45MB]


Sticky Fingers, lançado em 1971, é o primeiro álbum dos Stones lançado pelo recém-inaugurado, na época, "Rolling Stones Records", depois de ser contratada pela Decca Records desde 1963, na Inglaterra e pela London Records, nos Estados Unidos. É também a primeira vez que Mick Taylor participa de todas as faixas de um álbum.Brown Sugar, uma das músicas do álbum, alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos e segundo na Inglaterra. O álbum ficou na primeira posição durante oito semanas consecutivas. A capa original, que incluia um ziper real, foi desenhada por Andy Warhol e apresenta a parte inferior do corpo do ator Joe Dallesandro (e não de Mick Jagger, como muitos imaginaram) em uma calça jeans.

quinta-feira, setembro 06, 2007

ORIGINAIS DO SAMBA!.......Dale mussa.....Cacildis..


Grupo formado na década de 60 no Rio de Janeiro por ritmistas de escolas de samba, começou a se apresentar em teatros e show, incluindo o palco do Copacabana Palace, onde realizou o espetáculo "O Teu Cabelo Não Nega". Fixaram-se em São Paulo depois de excursionar pelo México, e em 1968 acompanharam Elis Regina na música vencedora da I Bienal do Samba, "Lapinha", de Baden Powell e P.C. Pinheiro. No ano seguinte gravaram a música "Cadê Teresa", de Jorge Ben, que fez grande sucesso. Participaram de festivais e ganharam discos de ouro pela vendas de suas gravações, principalmente nos anos 70, combinando o canto uníssono, a roupa padronizada e boa dose de humor. Um dos integrantes do grupo, Mussum, sairia para formar Os Trapalhões ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana. Tocaram com grandes nomes da música brasileira - como Chico Buarque, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes - e mundial - Earl Grant. Excursionaram pela Europa e Estados Unidos, e foram o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Olympia de Paris. Alguns de seus maiores sucessos são "Tá Chegando Fevereiro" (Jorge Ben/ João Melo), "O Lado Direito da Rua Direita" (Luiz Carlos/ Chiquinho), "A Dona do Primeiro Andar", "O Aniversário do Tarzan", "Esperanças Perdidas" (Adeilton Alves/ Délcio Carvalho), "E Lá se Vão Meus Anéis" (Eduardo Gudin/ P.C. Pinheiro), "Tragédia no Fundo do Mar (Assassinato do Camarão)" (Zeré/ Ibrahim), "Se Papai Gira" (Jorge Ben), "Nego Véio Quando Morre". Em 1997 gravaram um CD comemorativo pelos 30 anos de carreira, e atualmente continuam se apresentando no Brasil. Fizeram parte do grupo: Mussum, Rubão, Bigode, Bide, Chiquinho, Lelei, Zeca do Cavaquinho, Sócrates, Rubinho Lima, Valtinho Tato e Gibi.

OS ORIGINAIS DO SAMBAOriginais do Samba

1969 RCA
VictorBBL 1475

1 Cadê Tereza (Jorge Ben)
2 O rapaz do violão (Dida)
3 Enlouqueci (Luiz Soberano - João Sale - Waldomiro Pereira)
4 No morro é assim (Carlos Magno)
5 Bacubufo no caterefofo (Bidi - Velha)
6 Despertar do lavrador (Neoci - Dida)
7 Sei lá Mangueira (Hermínio Bello de Carvalho - Paulinho da Viola)
8 Domingo da Rosa (Neoci Dias)
9 Larga meu pé, reumatismo (Ataulfo Alves)
10 Não ganha se não quiser (Carlos Magno)
11 Canto chorado (Billy Blanco)
12 Até meu final (Bidi - Dida)

Discografia

Lançados em CD:
Os Originais de todos os sambas (1997)
Os Originais do Samba (1995)

Lançados em Vinil:
Os Originais do Samba (1992)
Sangue, Suor e Samba (1989)
A Malandragem Entrou em Greve (1987)
Canta, Meu povo, Canta (1983)
Clima Total (1979)
Aniversario do Tarzan (1978)
Os Bons Sambistas Vão Voltar (1977)
Em Verso e Prosa (1976)
Alegria de Sambar (1975)
Pra que Tristeza (1974)
É Preciso Cantar (1973)
O Samba é a Corda... Os Originais a Caçamba (1972)
Samba Exportação (1971)
Samba é de Lei (1970)
Os Originais do Samba (1969)
Os Originais do Samba - Volume 2 (1969)
Show / Recital - Baden Powell - Márcia - Os Originais do Samba (1968)
Por - André Oliveira

quarta-feira, setembro 05, 2007

FCLG


FCLG 06.09 no Bleecker St. - SPJá em estudio na gravação de seu 3º álbum a banda volta ao lar, para matara saudade dos velhos amigos. Classicos da banda e novidades em seurepertório!!
O Bleecker St. fica na R. Inacio Pereira da Rocha 367, Vila MadalenaFone: 11 30323697
dia 06/09/2007 - quinta-feira (véspera de feriado)
preços:Homens R$30,00 e mulheres R$25,00
com nome na lista via email e chegando até as 23 horas na casa:
Homens: R$25,00 e mulheres R$20,00
info@bleekerst.com.br


André Oliveira

segunda-feira, setembro 03, 2007

Dave Brubeck

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


1 - Blue Rondo a la Turke
2 - Strange Meadow Lark
3 - Take Five
4 - Three to get ready
5 - Kathy's Waltz
6 - Everybody´s Jumpin'
7 - Pick up Sticks

Clássico de 1959, Dave Brubeck Quartet, a melhor formação dos ultimos tempos......
Dave Brubeck - Piano
Paul Desmond - Sax Alto
Eugene Wright - Baixo
Joe Morello - Bateria (dispensa Comentários)

Disco produzido pelo mestre Teo Macero
em 16 canais.

Por - André Oliveira

DOWNLOAD

sexta-feira, agosto 31, 2007

Mr. George.




George Benson – Weekend In LA
1.Weekend In L. A.
2.On Broadway
3.Down Here On The Ground
4.California P. M.
5.Greatest Love Of All, The
6.It's All In The Game
7.Windsong
8.Ode To A Kudu
9.Lady Blue
10.We All Remember Wes
11.We As Love
Personnel:

George Benson (vocals, guitar);

Jorge Dalto (piano, keyboards);

Ronnie Foster (keyboards);

Phil Upchurch (guitar),

Stanley Banks (bass);

Harvey Mason (drums);

Ralph MacDonald (percussion).

Recorded live at the Roxy, Hollywood, California on September 30 and October 1-2, 1977.
By André Oliveira


Thank´s Man!


sexta-feira, agosto 24, 2007